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domingo, 13 de janeiro de 2013


 
Natal pode ser…       

Um convívio de paz e amor,
junto de quem mais gostamos.
O nosso maior presente de Natal
é receber o carinho da nossa família.
Como é tão bom falar e conviver
com a nossa família, pois é um momento
único  de uma felicidade extraordinária,
incomparavelmente  com outra ocasião.
O pior é quando o Natal acaba,
e os nossos familiares se vão embora.
Um momento feliz, mas depois de
se irem embora, ficamos como se fosse
um vazio de tristeza em nós.

Texto escrito por:
Susana Filipa De Oliveira Vieira
7º C  nº13

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Contos e lendas de Natal




Poemas de Natal

Poemas de Natal


Poema de Natal 

Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!

Fernando Pessoa

 

A Noite de Natal  

Em a noite de Natal
Alegram-se os pequenitos;
Pois sabem que o bom Jesus
Costuma dar-lhes bonitos.
Vão se deitar os lindinhos
Mas nem dormem de contentes
E somente às dez horas
Adormecem inocentes.
Perguntam logo à criada
Quando acorde de manhã
Se Jesus lhes não deu nada.
– Deu-lhes sim, muitos bonitos.
– Queremo-nos já levantar
Respondem os pequenitos.

Mário de Sá-Carneiro

Natal Chique

Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.
Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.
Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado…
Só esse pobre me pareceu Cristo.

Vitorino Nemésio

Natal

Se considero o triste abatimento
Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.
Mas súbito me diz o pensamento,
Para aplacar-me a dor que me traspassa,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presepe o nascimento.
Vejo na palha o Redentor chorando,
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores,
A milagrosa estrela os reis guiando.
Vejo-O morrer depois, ó pecadores,
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores.

Bocage

 

Poemas de Natal para Crianças

Dia de Natal 

Hoje é dia de Natal
Mas o Menino Jesus
Nem sequer tem uma cama,
Dorme na palha onde o pus.

Recebi cinco binquedos
Mais um casaco comprido.
Pobre Menino Jesus,
Faz anos e está despido.

Comi bacalhau e bolos,
Peru, pinhões e pudim.
Só ele não comeu nada
Do que me deram a mim.

Os reis de longe lhe trazem
Tesouro, incenso e mirra.
Se me dessem tais presentes,
Eu cá fazia uma birra.

Às escondidas de todos
Vou pegar-lhe pela mão
E sentá-lo no meu colo
Para ver televisão.

Luísa Ducla Soares

Este menino

Este Menino
é pequenino,
qual passarinho
a querer poisar
devagarinho.

Devagarinho
poisa no ninho
que o colo tem:
ninho do colo
da sua mãe.

 Maria Alberta Menéres

Eu queria ser Pai Natal

Eu queria ser Pai Natal
E ter carro com renas
Para pousar nos telhados
Mesmo ao pé das antenas.
Descia com o meu saco
Ao longo da chaminé,
Carregado de brinquedos
E roupas, pé ante pé.
Em cada casa trocava
Um sonho por um presente
Que profissão mais bonita
Fazer a gente contente!

Luísa Ducla Soares

Quadras de Natal

Dorme, dorme...

Vai-te embora, passarinho,
Vai-te embora, passarinho,
Deixa a baga ao loureiro.
Deixa dormir o menino,
Deixa dormir o menino,
Que 'sta no sono primeiro.
Dorme, dorme, meu menino,
Dorme, dorme, meu menino,
Que a mãezinha logo vem.
Foi lavar os cueirinhos
Foi lavar os cueirinhos
À fontinha de Belém.

Natal

É Natal, é Natal
Tudo bate o pé
Vamos pôr o sapatinho
Lá na chaminé
Olha o Pai Natal, de barbas branquinhas
Traz o saco cheio de lindas prendinhas
Pai Natal
Irá trazer
Brinquedos para nós
Para a Zeca uma boneca
Para o Zito um apito
Uma bola para saltar
É o que quer o Baltazar.

Natal

Natal, é para ser todos os dias.
Nos nossos corações, nas nossas mentes.
O Natal não está nos presentes, está na ajuda ao próximo e na compreensão.
É dar-mos as mãos e sentirmo-nos irmãos.

Outras sugestões... (Clica e descobre)

(Clica e descobre) 

 

 


 

 


sábado, 24 de novembro de 2012

Poema da semana


Maroiço
Mar…oiço
Eu oiço o mar
e do maroiço, espreito o mundo
e sinto com a imaginação
pedras, pedrinhas e pedregulhos
rolados, virados e levantados
pela vida sofrida
de tanta gente
E se Ulisses passou por aqui
ainda não havia maroiço
mas já soprava uma epopeia de
pedra
a haver
nas veias do homem do Pico
Moroiço é obscuro e pedregoso
Maroiço é monumento e claridade
e dele brotam pinheiros e outras
ideias
e uma tremenda vontade
em não ser derrubado.
Manuel Tomaz (2012), Ponto Cardeal, n.º 5, p. 10

   in  http://www.edu.azores.gov.pt/projectos/planoregionalleitura/Paginas/PRL_poemadasemana.aspx