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segunda-feira, 1 de abril de 2013

FINALMENTE!!!!
FEZ-SE JUSTIÇA EM NOME DA LÍNGUA PORTUGUESA!!!!!!
PODEMOS DIZER ADEUS AO (SES)ACORDO ORTOGRÁFICO!!!!
YEEEESSSSS!!!!

NA VERDADE, AO foi feito por uma ou duas pessoas que SEMPRE se furtaram e furtam à crítica. Quase todos os falantes qualificados, escritores, professores, académicos ligados profissionalmente à linguística e outros académicos (sem falar no cidadão comum), se pronunciaram contra o AO. O que eles não tinham visto era os seus argumentos serem analisados, discutidos e respondidos. MAS ACABOU POR ACONTECER!!!!! OBRIGADO A TODOS OS QUE SE EMPENHARAM NESTA LUTA MAIS DO QUE NECESSÁRIA!

"A minha pátria é a língua portuguesa», escreveu, profeticamente, Fernando Pessoa."

SE TAMBÉM ERA CONTRA, PARTILHE!!!

"A minha pátria é a língua portuguesa», escreveu, profeticamente, Fernando Pessoa. O seu génio expressou-se também, inúmeras vezes, em língua inglesa – mas aquele que viria a tornar-se o mais internacional dos escritores portugueses sabia que cada língua tem a sua cor, a sua luz e a sua música própria, e que a arte da escrita consiste em levar para lá dos limites convencionais os dons expressivos de cada língua. A sua primeira originalidade foi essa: a de se entregar ilimitadamente à sua língua, sem complexos de mando nem de escravo. Por isso escreveu sobre o conhecido e o desconhecido, o alto e o baixo, a estética e o comércio, a política e a astrologia. Criou uma constelação de heterónimos e semi-heterónimos – incluindo uma extraordinária Maria José – que lhe permitiram explorar, visceralmente, as mais diversas possibilidades do ser. E foi, evidentemente, um poeta inultrapassável – o tempo paralisa-se diante dos seus textos, sempre inscritos numa verdade futura. Semeador de papéis com um único livro publicado em vida («Mensagem»), sonhador de impossíveis que jamais se deixou esmagar pela monótona incompreensão do seu tempo, Fernando Pessoa deixou uma obra múltipla e incisiva, que continua a surpreender-nos, a seduzir-nos e, acima de tudo, a desafiar-nos a quebrar as fronteiras do corpo e da alma, da vida e do sonho, da reflexão e dos sentimentos. Uma obra absolutamente universal."


Inês Pedrosa


(EM CONSTRUÇÃO)





segunda-feira, 25 de março de 2013

Poema da semana


 

O POETA AINDA EXISTE  
Debruço-me indiferente
Da amurada do meu navio.
Colho uma lágrima. A cidade dorme
Dorme velada e liricamente…
Falam-me do cais
Os barcos à deriva.
Nos longes
Do fundo-mágoa da tarde
As araucárias
E os metrosíderos
Desenham seus perfis.
Debruço-me de novo
Da amurada do meu navio.
A viagem é breve. Demora
                                     um instante.
Um só porto
Onde não há viageiros de mentiras
                                lugares preteridos
                                     políticos meretrizes
                                           manicómios pintados de amarelo
                                                                 militares de tarimba
                                                                   Pinturas à Van Gogh
Nem o pesadelo cotidiano da insulina.
Silêncio. Ouvem-se trindades ao longe…
E a noite vem naturalmente
Com seus guisos de oiro-sombra.
Eu despeço-me dos contornos
Dessa estranha cidade lírica
Onde a saudade
Foi o único motivo do meu canto.
Apetece-me acenar…
Não não vale a pena
Descobrir novos caminhos
Na distância que se esfuma.
- E o meu aceno é mágoa.
A verdadeira pátria
(A pátria ideal)
Da justiça, da liberdade
E do pão merecido
Não fica longe.
É muito para cá
Desse inútil véu de bruma.
Hesito. Interrogo-me:
Vou? Não vou?
E a alma?
Já não importa?
Mas
Porque não tentar
De novo o dia?
(Falam-me de regresso os barcos à deriva.)
Pois não há ilhas
Ainda por descobrir?
(Ai
          o silêncio do meu horto!...
Que é feito, coração, da tua voz,
Que eu já não te entendo nem oiço?)
Há-de vir ainda muita manhã
Com as janelas escancaradas.
O mundo há-de ser
Só paz e coração
Sem o limite de fronteiras
Com todos os pássaros livres
E os homens a beijarem
Dia a dia
As pétalas das rosas
Convivendo de almas dadas
Esquecidos dos anjos de cinismo
                                           e hipocrisia
Que foram em tempos.
Sim. Um dia ainda…
Talvez já amanhã.
Ergue-te, minha alma! À renúncia.
                         É a hora de compor
E recompor horizontes.
(Veio bela e nua
E sem palavras.)
As mentiras denudam-se
Que as trouxeram
De um país de longe.
Só aqui continua
(Só aqui!)
Tudo presente.
O poeta ainda existe.
Existe sempre.
Almeida Firmino in Narcose

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sugestões de leitura




  «Entrei pela porta de um livro e fechei-me lá dentro com as palavras acesas e as luzes apagadas […] com medo de ser encontrado, eu saltava das páginas pares para as ímpares e enrodilhava-me, feito bicho–de-conta, entre dois parêntesis, ou, por ser muito magro, atrás de um ponto de exclamação.
                Era a primeira vez na minha vida que eu me fechava dentro de um livro. Antes já me fechara dentro de um armário, na gaveta de uma cómoda, no sótão e na despensa. […] O livro era agora o meu refúgio e a minha casa, uma casa onde tudo era imprevisível e estranho e onde as letras tinham espessura e cheiro como se fossem humanas. […]»  
 


José Jorge Letria, «Perdido num livro», in A mão esquerda de Cervantes

Tal como combinado, deixo-vos o Link...

http://www.edu.azores.gov.pt/projectos/planoregionalleitura/Paginas/Livros-recomendados.aspx

Boa Leitura! ;)



domingo, 13 de janeiro de 2013


 
Natal pode ser…       

Um convívio de paz e amor,
junto de quem mais gostamos.
O nosso maior presente de Natal
é receber o carinho da nossa família.
Como é tão bom falar e conviver
com a nossa família, pois é um momento
único  de uma felicidade extraordinária,
incomparavelmente  com outra ocasião.
O pior é quando o Natal acaba,
e os nossos familiares se vão embora.
Um momento feliz, mas depois de
se irem embora, ficamos como se fosse
um vazio de tristeza em nós.

Texto escrito por:
Susana Filipa De Oliveira Vieira
7º C  nº13